Brasil mira chips de potência para entrar na disputa global

Fernanda Soares Sassi
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Fábrica gaúcha quer romper o domínio asiático com tecnologia de carbeto de silício

Brasil – Em meio à corrida trilionária por semicondutores, o país define a produção de chips de potência como porta de entrada para competir globalmente, segundo o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec).

  • Em resumo: Ceitec promete iniciar a fabricação de wafers de carbeto de silício, peça-chave para veículos elétricos e data centers.

Por que começar pelos chips de potência

Ao mirar dispositivos usados em carros elétricos, energia solar e eólica, o Ceitec aposta em um nicho que cresce acima de 30% ao ano. A estratégia replica o caminho de Taiwan nos anos 1980: focar em um segmento rentável e, depois, escalar. Projeções apontam que a indústria mundial de semicondutores pode alcançar US$ 1 trilhão até 2030, de acordo com estima­tivas do Canaltech.

“Produzir chips avançados exige bilhões e uma política de Estado de duas décadas”, alerta Augusto Gadelha, presidente do Ceitec.

Investimento, escala e o modelo Embraer

O Ceitec busca parcerias internacionais para acelerar a transferência de know-how, enquanto reivindica um programa de incentivos nos moldes do Chips Act americano. Internamente, o governo estuda ampliar o PADIS, abatendo até 80% em impostos sobre equipamentos importados para a linha fabril. O paralelo com a Embraer é recorrente: persistência em P&D, formação de engenheiros e foco exportador transformaram a empresa em terceira maior fabricante de jatos do mundo.

Especialistas lembram que o país já domina as pontas da cadeia – design e encapsulamento – mas gasta cerca de US$ 7 bilhões anuais em importações para suprir a etapa de fabricação. Se a nova planta em Porto Alegre ganhar volume, pode criar um ecossistema de fornecedores nacionais de gases, fotomáscaras e materiais ultrapuros, reduzindo essa dependência.

O que você acha? O Brasil conseguirá repetir o “modelo Embraer” nos semicondutores? Para acompanhar a cobertura completa de tecnologia, visite nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Mahir Asadli

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Fernanda Soares Sassi é Diretora de Redacão do MPV , com foco em tecnologia, inovação e tendências digitais. Atua na produção de conteúdos sobre novidades do setor tecnológico, redes sociais, inteligência artificial e impacto da tecnologia no cotidiano. Seu trabalho busca apresentar informações de forma clara e atualizada, ajudando o leitor a entender as transformações digitais e como elas influenciam a vida moderna.