Relatório da OMS expõe escalada do sedentarismo e pressiona saúde global
Organização Mundial da Saúde (OMS) — O mais recente levantamento da agência aponta que a inatividade física já atinge 1,8 bilhão de adultos, elevando drasticamente o risco de infarto, AVC e outros males cardiovasculares.
- Em resumo: Exercício regular poderia evitar até 4 em cada 5 eventos cardíacos, segundo a Sociedade de Cardiologia do RS.
Brasil entre os mais parados do planeta
O estudo mostra que a taxa global de sedentarismo saltou de 26% em 2010 para 31% em 2022 e pode chegar a 35% em 2030. No Brasil, a curva é ainda mais íngreme, colocando o país entre os líderes latino-americanos em inatividade. De acordo com dados divulgados pela Reuters, esse comportamento custa bilhões aos sistemas de saúde e à produtividade.
“Precisamos tornar o ato de se movimentar tão automático quanto escovar os dentes”, alerta o cardiologista Dr. Ricardo Stein, da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS).
Impacto bilionário e doenças além do coração
O sedentarismo não sobrecarrega apenas o coração. Há forte correlação com diabetes tipo 2, alguns cânceres e até demências. Estimativa da Federação Mundial do Coração indica gasto anual superior a US$ 54 bilhões em despesas médicas ligadas à falta de atividade — montante que poderia financiar campanhas de prevenção em massa.
Pequenas mudanças, grandes resultados
A OMS recomenda ao menos 150 minutos de exercício moderado ou 75 minutos vigoroso por semana, algo que cabe em três caminhadas de 30 minutos. A SOCERGS reforça que escolhas simples, como subir escadas, trocar o elevador por rampas e reduzir ultraprocessados, já diminuem pressão arterial e peso, fatores cruciais para o coração.
Programas públicos de ciclovias, academias ao ar livre e horários flexíveis de trabalho estão entre as iniciativas que cidades como Pelotas e Porto Alegre começam a adotar. Experiências semelhantes em Bogotá e Copenhague geraram queda de até 20% nos atendimentos de emergência cardíaca, demonstrando que políticas urbanas ativas funcionam.
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Crédito da imagem: Divulgação / OMS