Sete anos de espera elevam risco para Gravataí e Sinos
Governo do Rio Grande do Sul apresenta cronograma que empurra para dezembro de 2031 a entrega das barreiras definitivas contra enchentes nas principais bacias metropolitanas, prolongando a dependência de diques provisórios e monitoramento emergencial.
- Em resumo: Proteção estrutural total só chega em 2031, com investimento previsto de R$ 6,5 bilhões.
R$ 6,5 bilhões para diques, bombas e canais
O Plano Rio Grande reserva cifras que atingem R$ 2,5 bilhões apenas para o arroio Feijó, mas a maior parte das obras ainda está na fase de licitação ou estudos ambientais. Segundo reportagem da GZH, o desafio técnico envolve consolidar projetos que ficaram parados por mais de uma década.
“As obras definitivas integram um pacote maior de investimentos estimado em R$ 6,5 bilhões”, aponta o balanço divulgado pelo Estado.
Impacto para 2 milhões de moradores da Região Metropolitana
Enquanto o edital para os rios Gravataí e Sinos só deve sair em agosto de 2026, especialistas alertam que cada verão sem os novos diques amplia o risco socioeconômico. De 2013 a 2024, o Estado registrou mais de 30 eventos de cheia que afetaram diretamente Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo, segundo dados da Defesa Civil. A demora também encarece seguros habitacionais e pressiona o setor agrícola, responsável por 8% do PIB gaúcho.
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Crédito da imagem: Luciano Lanes / DMAE