Entenda por que o padrão brasileiro encurta a distância dos elétricos
Inmetro — O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do órgão confirmou recentemente que vários modelos elétricos perdem até 150 km de alcance quando avaliados no ciclo nacional, fixando a média entre 250 km e 400 km por carga completa.
- Em resumo: Ciclo do Inmetro é mais severo que WLTP e CLTC, derrubando a autonomia declarada para o consumidor brasileiro.
Como Europa e China superam a barreira dos 500 km
Nos mercados europeu e chinês, a equação muda. Infraestrutura densa de recarga, subsídios governamentais e baterias de alta densidade permitem que modelos como Tesla Model Y e Mercedes EQS ultrapassem 500 km de alcance oficial, segundo a ACEA e a CPCA. Além disso, os ciclos WLTP e CLTC são, na prática, menos restritivos do que o brasileiro, como já detalhado em reportagem da TechCrunch.
“No Brasil, de acordo com o PBEV do Inmetro, a autonomia média dos modelos disponíveis costuma variar entre 250 km e 400 km.” — Relatório PBEV 2023
Clima, trânsito intenso e baterias menores pesam na conta
Três fatores ampliam essa diferença: a malha de recarga nacional ainda soma pouco mais de 3.800 pontos públicos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE); o uso constante de ar-condicionado em cidades quentes sobrecarrega o sistema; e muitas montadoras optam por packs de bateria menores para reduzir custos de importação e preço final. Apesar disso, as vendas de veículos eletrificados cresceram 91% em 2023, sinalizando que, mesmo com menor autonomia, a adoção segue em alta.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canaltech