Decisão do BC redefine o jogo das apostas de previsão no país
Kalshi – Plataforma avaliada em US$ 11 bilhões, viu seu plano de expansão no Brasil ser travado depois de o Conselho Monetário Nacional publicar, nesta semana, uma resolução que proíbe contratos de previsão ligados a esportes, política e entretenimento.
- Em resumo: Nova regra impede Kalshi e Polymarket de operarem fora do segmento puramente econômico.
Por que a medida irrita as bets tradicionais?
As casas de apostas esportivas, representadas pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, vinham pressionando por isonomia regulatória desde março. Segundo levantamento do Canaltech, o segmento de “apostas sobre tudo” cresceu 40 % globalmente em 2025, atraindo público que antes girava dentro das bets.
“Cabe citar que, no momento, não há empresas brasileiras formalmente autorizadas pela SPA a atuar nesse segmento”, informou o Ministério da Fazenda ao g1, reforçando que outras avaliações dependem de análise conjunta com CVM e Banco Central.
Impacto bilionário e riscos regulatórios
Com mais de 35 milhões de brasileiros apostando on-line, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, o veto do BC freia um mercado potencial que poderia movimentar até R$ 5 bilhões por ano em contratos de previsão, estimam analistas da XP. Além da queda de receita, especialistas veem risco de migração para plataformas estrangeiras sem fiscalização, ampliando a já preocupante taxa de 33 % de apostadores com perfil problemático apontada pela Unifesp.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo/Jenny Kane