Estudo coloca Patrimônios, Biosferas e Geoparques no centro da crise climática
UNESCO – Um relatório global divulgado em 21 de abril de 2026 revela que os 2.260 sítios sob tutela da organização estocam cerca de 240 gigatoneladas de carbono e concentram 60% das espécies catalogadas no planeta, tornando-se peças-chave na luta contra o aquecimento global.
- Em resumo: sem esses territórios, quase duas décadas de emissões humanas chegariam de uma só vez à atmosfera.
Carbono na balança climática
Segundo o documento, apenas as florestas desses sítios absorvem 15% do carbono sequestrado por todas as florestas do mundo, volume comparável ao que o Painel do Clima da ONU recomenda cortar até 2030. A BBC News observa que essa “poupança verde” pode desaparecer diante do avanço do desmatamento e de eventos extremos, já 40% mais frequentes na última década (confira a análise).
“Mais de 1 em cada 4 sítios pode chegar a um ponto de ruptura antes de 2050, com impactos irreversíveis”, alerta o estudo “People and Nature in UNESCO Sites”.
Brasil e a janela de oportunidade
Entre os destaques latino-americanos estão o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional do Iguaçu. Juntos, eles protegem espécies ameaçadas como o peixe-boi-marinho e garantem divisas ao turismo local. Especialistas lembram que o Acordo de Kunming-Montreal, firmado na COP15 de Biodiversidade, prevê a proteção de 30% do planeta até 2030 — meta impossível sem o fortalecimento dos atuais sítios da UNESCO.
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Crédito da imagem: Divulgação / UNESCO