UNESCO: sítios guardam 240 Gt carbono, diz relatório 21/04/2026

Deivid Jorge Benetti
3 Leitura mínima
Screenshot

Estudo coloca Patrimônios, Biosferas e Geoparques no centro da crise climática

UNESCO – Um relatório global divulgado em 21 de abril de 2026 revela que os 2.260 sítios sob tutela da organização estocam cerca de 240 gigatoneladas de carbono e concentram 60% das espécies catalogadas no planeta, tornando-se peças-chave na luta contra o aquecimento global.

  • Em resumo: sem esses territórios, quase duas décadas de emissões humanas chegariam de uma só vez à atmosfera.

Carbono na balança climática

Segundo o documento, apenas as florestas desses sítios absorvem 15% do carbono sequestrado por todas as florestas do mundo, volume comparável ao que o Painel do Clima da ONU recomenda cortar até 2030. A BBC News observa que essa “poupança verde” pode desaparecer diante do avanço do desmatamento e de eventos extremos, já 40% mais frequentes na última década (confira a análise).

“Mais de 1 em cada 4 sítios pode chegar a um ponto de ruptura antes de 2050, com impactos irreversíveis”, alerta o estudo “People and Nature in UNESCO Sites”.

Brasil e a janela de oportunidade

Entre os destaques latino-americanos estão o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional do Iguaçu. Juntos, eles protegem espécies ameaçadas como o peixe-boi-marinho e garantem divisas ao turismo local. Especialistas lembram que o Acordo de Kunming-Montreal, firmado na COP15 de Biodiversidade, prevê a proteção de 30% do planeta até 2030 — meta impossível sem o fortalecimento dos atuais sítios da UNESCO.

O que você acha? A comunidade internacional deve priorizar financiamento para esses territórios? Para mais matérias sobre meio ambiente global, acesse nossa editoria especializada.






Crédito da imagem: Divulgação / UNESCO

Compartilhe este artigo
CEO e fundador com atuação em Porto Alegre e região metropolitana. Comunicador e produtor de conteúdo jornalístico, lidera a criação de reportagens, coberturas ao vivo e projetos multimídia voltados à informação local, com presença ativa nas redes sociais e plataformas digitais. À frente do MPV, desenvolve um trabalho independente focado em dar visibilidade a temas de interesse público, aproximando a comunidade das notícias do dia a dia com linguagem acessível e dinâmica. Seu trabalho se destaca pela agilidade na apuração, proximidade com o público e compromisso com a informação. .