Escalada de violência expõe a vulnerabilidade militar em Bamako
Sadio Camara – ministro da Defesa do Mali – foi morto em 26 de abril, quando sua residência na cidade-quartel de Kati foi atacada durante uma série de ofensivas simultâneas que sacudiram várias regiões do país.
- Em resumo: a morte do chefe das Forças Armadas aprofunda o vácuo de poder num governo já pressionado por rebeliões e sanções.
Como o atentado foi executado
Segundo fontes militares ouvidas pela agência Reuters, homens fortemente armados invadiram o perímetro de Camara pouco antes do amanhecer, usando veículos blindados e explosivos de fabricação caseira. Quase ao mesmo tempo, postos de controle em Gao, Timbuktu e ao norte da capital foram alvejados, revelando um grau de coordenação raro até mesmo para grupos jihadistas que atuam no Sahel.
“Camara’s house in the garrison town of Kati came under attack amid simultaneous attacks across the West African country.”
Impacto regional e risco de nova turbulência política
A morte de Camara aprofunda a instabilidade que se arrasta desde os golpes de 2020 e 2021, quando militares tomaram o poder prometendo restaurar a segurança. Com a retirada da missão da ONU (Minusma) em 2023 e a recente chegada de contratados estrangeiros para apoiar o Exército, analistas temem que facções internas disputem o comando, criando espaço para avanços de grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Al Jazeera