Corrida global por minerais críticos pressiona cadeia brasileira
Serviço Geológico do Brasil (SGB) – Relatórios recentes reforçam que o país soma 21 milhões de toneladas de terras raras, atrás apenas da China, mas ainda patina nas etapas de beneficiamento que transformam o minério bruto em tecnologia de alto valor.
- Em resumo: Brasil é potência em reservas, mas depende de terceiros para refino e produtos finais.
Por que terras raras não são tão raras – mas são vitais
Formadas por 17 elementos químicos, as terras raras alimentam turbinas eólicas, carros elétricos e sistemas de defesa. Apesar da abundância relativa, esses elementos aparecem dispersos, exigindo processos caros de concentração. Hoje, mais de 80% do refino mundial está na China, segundo dados compilados pela Reuters, o que acentua o risco de interrupções na cadeia global.
“Sem dominar o refino, continuaremos exportando minério e importando inovação”, alerta Luiz Jardim Wanderley, professor da UFF especializado em mineração e política econômica.
Potencial bilionário sob risco ambiental e geopolítico
O Brasil também ostenta 94% das reservas mundiais de nióbio e figura no topo em grafita e níquel, itens da lista de minerais estratégicos publicada na Resolução nº 2 de 18/06/2021. A Agência Internacional de Energia projeta que a demanda por minerais críticos triplicará até 2040, puxada pelo mercado de baterias elétricas. Sem uma indústria nacional robusta, o país pode perder até US$ 20 bilhões por ano em valor agregado, estimam consultorias de commodities.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil