Conflito familiar pode redefinir o futuro dos royalties do ícone da Jovem Guarda
Erasmo Carlos – A morte do cantor, em novembro de 2022, abriu uma disputa judicial entre a viúva, Fernanda Passos, e os dois filhos do artista, Gil e Leonardo, pelo controle dos bens materiais e dos direitos autorais das mais de 600 composições registradas em seu nome.
- Em resumo: patrimônio estimado em milhões e royalties vitalícios viraram centro de um impasse na 2ª Vara de Família do Rio.
Royalties musicais: o ponto mais valioso do espólio
Responsável por clássicos como “Festa de Arromba” e “Sentado à Beira do Caminho”, o catálogo de Erasmo continua gerando receita robusta em plataformas de streaming e emissoras de TV. De acordo com levantamento citado pela Rolling Stone Brasil, artistas do período da Jovem Guarda podem faturar até R$ 500 mil anuais apenas com execuções públicas.
“A família do cantor enfrenta batalha na Justiça envolvendo divisão de bens e direitos autorais após sua morte.”
O que diz a lei e como isso pode afetar a indústria
Pelo Código Civil brasileiro, metade do patrimônio cabe automaticamente à cônjuge sobrevivente, enquanto a outra metade deve ser partilhada entre os descendentes. Contudo, acordos prévios de união estável e eventuais testamentos podem alterar essa proporção, atrasando a liberação dos valores. Especialistas lembram que casos semelhantes, como o de Elis Regina, arrastaram-se por mais de uma década, impactando o gerenciamento de marcas e o lançamento de projetos póstumos.
O que você acha? Quem deve administrar o legado musical de Erasmo Carlos: a viúva ou os herdeiros? Para mais análises sobre o universo do entretenimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Metropoles