Temperaturas oceânicas fora do padrão despertam preocupação global
El Niño – Uma elevação inédita de até 5 °C na superfície do Pacífico Central foi registrada recentemente, acendendo o sinal vermelho entre especialistas que já projetam um evento do fenômeno em 2026 de intensidade superior à média.
- Em resumo: picos térmicos atuais superam referências de 2015-2016, último El Niño muito forte.
Calor nas águas supera marca histórica de 2016
Dados de boias oceânicas e satélites indicam anomalias positivas persistentes desde março, com manchas quentes que rivalizam as registradas há oito anos, quando o El Niño provocou secas extremas e enchentes ao redor do planeta. Conforme levantamento da Reuters, a tendência de aquecimento contínuo aumenta a probabilidade de um episódio “muito forte” dentro de dois verões.
“A duração e a intensidade desta onda de calor marinha são incomuns e antecipam um cenário climático mais agressivo”, apontou em nota o Centro de Previsão Climática dos EUA.
Riscos para clima, economia e ecossistemas
Para a agricultura sul-americana, o sinal de alerta é duplo: chuvas excessivas podem atingir a costa oeste do continente, enquanto estiagens ameaçam áreas do Nordeste brasileiro. A Organização Meteorológica Mundial lembra que o El Niño de 1997-98 gerou perdas econômicas superiores a US$ 45 bilhões, número que pode ser superado se a temperatura global mantiver a escalada atual.
Oceanógrafos também temem branqueamento massivo de corais e mortalidade de fauna marinha. De acordo com registros da NOAA, 60% dos recifes do Pacífico já operam no limite térmico, e um degrau adicional poderia causar danos irreversíveis a cadeias alimentares inteiras.
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Crédito da imagem: Divulgação / MetSul