Pressão inédita sobre o indicado de Lula pode reverberar no STF e no Planalto
Jorge Messias – Indicado recentemente por Lula ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União enfrenta nesta semana a sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sob cobranças que vão além de sua carreira jurídica.
- Em resumo: Oposição promete questionar Messias sobre Banco Master, código de ética no STF e a condução do Inquérito das Fake News.
Banco Master no centro do confronto político
Parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que Messias deve explicar o suposto lobby do Banco Master em processos fiscais e societários. A sigla PL já recolhe documentos para embasar perguntas e, segundo a Reuters, avalia pedir novas quebras de sigilo se as respostas forem consideradas “evasivas”.
“Há indícios de conflito de interesse que precisam ser esclarecidos antes de qualquer voto favorável”, disse um integrante da oposição que integra a CCJ.
Código de ética para o STF e o impacto institucional
Outro ponto sensível será a defesa de um código de ética para ministros do Supremo, proposta ventilada após debates sobre transparência e viagens patrocinadas. Messias já sinalizou, em declarações públicas, que o tribunal “pode avançar em governança”, mas senadores querem compromisso formal. Analistas lembram que cortes como a Suprema Corte dos EUA discutem pauta semelhante, elevando a pressão interna em Brasília.
Inquérito das Fake News reacende disputa sobre liberdade de expressão
Instaurado em 2019, o Inquérito 4.781, conhecido como das Fake News, é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes e investiga ataques ao STF e disseminação de desinformação. Críticos acusam “excessos” e pretendem que Messias defina seu grau de concordância com buscas, quebras de sigilo e bloqueios de perfis virtuais. Para o Planalto, qualquer recuo pode fragilizar a base governista num ano de votações essenciais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal