Disputa coloca em xeque a missão “sem fins lucrativos” da criadora do ChatGPT
Elon Musk — acompanhado no banco dos réus por Sam Altman e Greg Brockman — voltou a acusar a startup responsável pelo ChatGPT de abandonar o compromisso público de não lucrar com inteligência artificial, abrindo um processo que já movimenta cifras e egos em Oakland, Califórnia.
- Em resumo: Musk cobra US$ 150 bilhões e quer que a OpenAI retorne ao modelo sem fins lucrativos.
Batalha jurídica envolve Microsoft e pode mexer no caixa da IA
O litígio, reportado pela Reuters, inclui também a Microsoft, maior investidora da OpenAI, e promete se arrastar até meados de maio, quando o júri deve apresentar o veredito preliminar.
“Eles roubaram uma instituição beneficente; estamos pedindo que vocês os responsabilizem”, declarou Steven Molo, advogado de Musk, nas alegações iniciais.
Corrida por US$ 1 trilhão: IPOs à vista e pressão competitiva
Enquanto a juíza Yvonne Gonzalez Rogers define o ritmo do julgamento, o mercado observa. A OpenAI estuda abrir capital ainda este ano, mirando avaliação próxima a US$ 1 trilhão — patamar que a colocaria acima de gigantes tradicionais. No encalço, a xAI de Musk tenta atrair talentos e investimentos para competir diretamente, enquanto a SpaceX avalia seu próprio IPO.
Especialistas lembram que a decisão pode redefinir modelos de governança em laboratórios de IA. Se o tribunal obrigar a OpenAI a voltar ao status original, outras empresas que receberam aportes massivos com promessas de “benefício público” podem rever contratos e estruturas híbridas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters