Pagos por demolição: civis israelenses miram vilarejos libaneses

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Investigação expõe esquema de remuneração por prédio derrubado e silencia oficial

Haaretz — O conceituado diário israelense revelou recentemente que empresas civis de Israel estariam recebendo por cada edifício demolido em localidades do sul do Líbano, enquanto unidades do exército fornecem proteção durante as operações.

  • Em resumo: Contractors civis ganham por metragem de destruição, apontam militares ouvidos.

Pagamento “por peça” eleva ritmo de demolições

De acordo com o jornal, o contrato estabelece um valor fixo para cada construção reduzida a escombros, prática que vem ocorrendo em vilarejos fronteiriços desde o último trimestre. Soldados que atuam na região relataram que “a maior parte da atividade é destruição sistemática, não combate”, segundo a apuração. Em nota, o Ministério da Defesa não comentou até o fechamento deste texto. A revelação repercutiu em veículos internacionais, como a Reuters, que monitoram a escalada de tensão entre Israel e o Hezbollah.

“Operações focadas em demolição generalizada”, disseram comandantes sob anonimato, segundo Haaretz.

Por que isso importa para a segurança regional?

O sul do Líbano já foi palco de confrontos devastadores em 2006, conflito que resultou na Resolução 1701 da ONU, exigindo cessar-fogo e presença de forças internacionais. A prática revelada agora pode violar esse acordo e minar a frágil estabilidade na Linha Azul, além de gerar novo influxo de deslocados. Analistas lembram que qualquer ação que transforme aldeias em zonas fantasmas amplia o vácuo de poder — espaço onde grupos armados tendem a prosperar.

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Crédito da imagem: Divulgação / AFP

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