Do choque nos céus ao legado de cinco décadas: a trajetória que poucos lembram
Trio Parada Dura – Ícone do sertanejo raiz, o grupo voltou aos holofotes após as redes sociais resgatarem o acidente aéreo que quase encerrou sua história na década de 1980.
- Em resumo: a queda de um monomotor em 1982 deixou um dos vocalistas paraplégico e mudou para sempre a formação do trio.
O dia em que o sertanejo segurou a respiração
Em 26 de setembro de 1982, um avião que levava o Trio Parada Dura a um show em Goiás perdeu altitude logo após a decolagem e caiu em São Fidélis (MG), segundo reconstruções publicadas pelo G1. O sanfoneiro Mangabinha escapou com pequenas fraturas, o cantor Creone teve lesões leves, mas Barrerito ficou paraplégico.
“Eu só pensava em sobreviver e voltar a cantar”, relatou Barrerito anos depois, em entrevista a programas de TV da época.
Reviravoltas, perdas e a força da marca
Mesmo com o trauma, a banda não parou. Mangabinha e Creone convidaram Parrerito, irmão de Barrerito, para assumir os vocais. A nova formação lançou sucessos como “As Andorinhas”, que hoje soma mais de 90 milhões de streams nas plataformas digitais. Mangabinha faleceu em 2016, vítima de um AVC, e Parrerito perdeu a luta para a Covid-19 em 2020. Já Barrerito seguiu carreira solo em cadeira de rodas até 2018, quando morreu de complicações respiratórias.
Atualmente, Creone se apresenta ao lado de Xonadão e Leonardo Bessa, mantendo a agenda de shows ativa e colecionando mais de 1,2 milhão de ouvintes mensais no Spotify – sinal de que, apesar das tragédias, o nome Trio Parada Dura continua ressoando forte entre gerações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Trio Parada Dura