Reviravolta política expõe disputa pelo controle do Supremo
Jorge Messias – indicado pelo presidente Lula – teve o nome rejeitado pelo Senado na noite da última quarta-feira (29), encerrando em apenas sete minutos a votação que definiria o novo ministro do STF.
- Em resumo: 42 senadores votaram contra e 34 a favor, enterrando a indicação.
Votação expressa e bastidores da derrota
Após aprovação apertada na CCJ, a indicação foi levada em regime de urgência ao plenário, onde o placar surpreendeu até aliados do Planalto. O processo, concluído às 19h15, foi um dos mais rápidos da história recente, segundo levantamento da agência Reuters.
“Sou totalmente contra o aborto; essa decisão cabe ao Congresso, não ao Judiciário”, afirmou Messias durante a sabatina, ao defender a autocontenção do Supremo.
Impacto imediato na Corte e no governo Lula
A recusa mantém vaga aberta deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em 2025, ampliando a pressão sobre o governo para encontrar um nome de consenso. Analistas lembram que, desde 1894, apenas três indicações ao STF foram derrotadas pelo Senado, o que reforça a gravidade do revés para o Palácio do Planalto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Edilson Rodrigues – Agência Senado