Do lance impossível à missão de 2026: por que o feito segue repercutindo
Emmanuel “Manno” Sanon – único haitiano a balançar redes em Copas – transformou dois chutes na Alemanha Ocidental, em 1974, num marco capaz de redefinir a ambição de toda uma nação caribenha.
- Em resumo: Sanon encerrou a série de 1.142 minutos sem gols do lendário Dino Zoff e mantém, até hoje, o posto de maior artilheiro do Haiti em Mundiais.
Quando o invencível italiano caiu
Na estreia contra a Itália, o atacante de velocidade arrancou nas costas da zaga, driblou Zoff e fez 1 x 0, decretando o fim da sequência intocável do goleiro tetracampeão europeu. Mesmo com a virada azzurra por 3 x 1, o feito ganhou manchetes globais; a BBC chamou o lance de “o grito de independência haitiano nos gramados”. Já contra a Argentina, Sanon acertou um petardo de fora da área, somando seu segundo gol e fechando a campanha de seu país no torneio. Dados compilados pelo GE confirmam que nenhum outro atleta da seleção caribenha marcou em Copas.
“O número 20 caribenho precisou de 46 segundos para fazer o que estrelas europeias não conseguiram em 12 partidas: vencer Dino Zoff”, registrou o relatório oficial da Fifa de 1974.
Legado, transmissão e a nova geração que busca quebrar o tabu
Sanon faleceu em fevereiro de 2008, mas seu legado é citado como motivação interna antes de cada eliminatória. A classificação para 2026 – possível graças ao novo formato de 48 seleções – devolve o Haiti ao palco principal após 52 anos. Segundo a Concacaf, atacantes como Frantzdy Pierrot e Duckens Nazon colecionam médias superiores a 0,30 gol por jogo e são os cotados para superar o antigo recordista.
Os torcedores poderão acompanhar a provável quebra desse tabu na transmissão oficial pela Record e pelo YouTube, já confirmada pela federação local. Especialistas lembram que, se um único gol já mudou a história, basta mais um para inaugurar um capítulo inédito na estatística haitiana.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images