Teerã promete manter fluxo no Estreito de Ormuz apesar da pressão norte-americana
Irã – Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (29/4), o governo iraniano classificou como “condenado ao fracasso” o bloqueio econômico reforçado pelos Estados Unidos após o presidente Donald Trump recusar a oferta para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.
- Em resumo: Teerã sustenta que as sanções não impedirão o país de exportar petróleo pela principal rota marítima do Golfo.
Por que o Estreito de Ormuz é vital para o mundo
Responsável por cerca de 20% do petróleo que circula globalmente, o corredor marítimo separa o Irã dos seus vizinhos do Golfo e já foi palco de tensões semelhantes em 2019, quando navios-tanque foram sabotados, lembra a agência Reuters.
“O bloqueio econômico e militar dos Estados Unidos está condenado ao fracasso. Não há cenário em que o Irã deixe de comerciar pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Teerã.
Sanções, acordo nuclear e o cálculo político de Washington
O impasse se intensificou desde 2018, quando a Casa Branca abandonou o acordo nuclear de 2015 e restabeleceu sanções que miram principalmente o setor de energia iraniano. Analistas apontam que, ao rejeitar a reabertura formal da rota marítima, Donald Trump tenta manter pressão máxima sobre as finanças iranianas, mas corre o risco de elevar o preço global do barril de petróleo em plena recuperação econômica pós-pandemia.
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Crédito da imagem: Reuters / Divulgação