Pressão interna, gravatas “da vergonha” e afastamentos em massa no banco público
Banco de Brasília (BRB) – Servidores denunciaram recentemente o ex-presidente Paulo Henrique Costa por assédio moral, citando reuniões marcadas por gritos, humilhações públicas e metas consideradas impossíveis.
- Em resumo: Funcionários falam em medo diário; um terço da equipe pediu licença por problemas psicológicos.
Metas inalcançáveis e punições simbólicas
De acordo com uma reportagem do G1, gestores que não batiam resultados precisavam usar gravatas vermelhas para expor o “fracasso” diante dos colegas, enquanto celulares eram proibidos nas salas de reunião para evitar vazamentos. Em um episódio, Costa teria arremessado o próprio telefone contra a parede.
“O clima era de constrangimento permanente; bastava discordar para virar alvo de gritos”, descreve um dos relatos incluídos na denúncia formal sob análise de órgãos de controle.
Prisão, imóveis milionários e investigação da PF
Costa foi preso em abril na quarta fase da Operação Compliance Zero, acusado de receber seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões para facilitar negócios com o Banco Master. A Polícia Federal apura, ainda, se a mesma cultura de pressão contribuiu para que processos de compra de carteiras de crédito fossem concluídos em apenas um dia, prazo normalmente de quatro meses.
Especialistas em governança lembram que o BRB é controlado pelo Governo do Distrito Federal e, em 2023, reportou lucro líquido superior a R$ 1,1 bilhão. Episódios como o atual elevam o risco reputacional e podem encarecer captações futuras no mercado.
O que você acha? A cultura de metas agressivas justifica práticas extremas ou há limites inegociáveis? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / BRB