Suspensão repentina põe em xeque calendário da Libertadores e possíveis punições
Flamengo entrou em campo na noite de terça-feira para enfrentar o Independiente Medellín, mas deixou o estádio sem jogar, após a Conmebol cancelar a partida por razões de segurança ligadas a um protesto efusivo da torcida colombiana.
- Em resumo: Torcedores invadiram áreas restritas, e a Polícia Nacional não garantiu a integridade do evento.
Por que a Conmebol interveio na hora H
Segundo regulamento da entidade, qualquer falha de segurança que ameace atletas ou público autoriza o delegado da partida a suspender o duelo imediatamente. O estopim foi a concentração de centenas de torcedores do Independiente Medellín em vias internas do Atanasio Girardot, inviabilizando o esquema de evacuação, detalha reportagem da ESPN.
“O regulamento prevê vitória por 3 a 0 se o responsável comprovado for o clube mandante”, explicou a comentarista Renata Ruel durante a transmissão ao vivo.
Calendário espremido eleva risco de W.O. e aperta logística rubro-negra
Remarcar o confronto não é simples: falta apenas uma data livre antes do fechamento da fase de grupos, e o Flamengo já tem viagem marcada para enfrentar o Bolívar em altitude na mesma semana. Caso não haja consenso, a Conmebol pode declarar W.O. favorável ao clube carioca — cenário raro, mas respaldado pelo artigo 29 do regulamento de competições, usado pela última vez em 2019, quando o River Plate foi responsabilizado por incidentes contra o Boca Juniors.
Além do impacto esportivo, a suspensão gera prejuízos financeiros estimados em US$ 300 mil entre bilheteria, direitos de TV e logística, segundo levantamento da consultoria Deloitte para situações semelhantes na Libertadores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Conmebol