Lesão no último treino obrigou Felipão a trocar o capitão horas antes da estreia
Emerson sofreu uma luxação no ombro direito em 2 de junho de 2002, durante um rachão na preparação para a Copa do Mundo no Japão e na Coreia do Sul, e foi cortado por Luiz Felipe Scolari na véspera da partida contra a Turquia, abalando a confiança da torcida brasileira no sonho do pentacampeonato.
- Em resumo: Pesquisa do Estadão indicava que 57,21% dos torcedores não acreditavam no penta após o corte.
“O sargento perdeu o capitão”: o dia em que o vestiário tremeu
Horas depois do acidente, a Folha de S.Paulo descreveu o clima como de enterro, lembrando que Emerson lideraria em campo. Felipão reuniu o grupo no vestiário, falou sobre a imprevisibilidade do futebol e convocou Ricardinho, então no Corinthians, que chegou à Ásia com apenas três jogos pela seleção.
“Realizamos uma reunião com os jogadores no vestiário, pois o desânimo tomou conta do grupo”, registrou Felipão em seu diário publicado no livro “Felipão, a alma do penta” (2002).
Ansiedade, 17 estreantes e a arrancada perfeita rumo ao título
Sem Emerson, Cafu herdou a braçadeira e Ronaldo, ainda marcado pelos problemas em 1998, virou liderança técnica. Dos 23 convocados, 17 nunca haviam disputado um Mundial. A Confederação Brasileira de Futebol optou por não levar psicólogo, decisão criticada por veteranos como Edílson. Mesmo assim, o time venceu todos os sete jogos, e Ronaldo terminou artilheiro com oito gols, escrevendo uma das campanhas mais dominantes da história.
O que você acha? O corte de Emerson foi o maior susto da seleção em Copas ou existem outros momentos tão dramáticos? Para mais histórias do Mundial, acesse nossa editoria de Futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan