Medida de Washington sinaliza reaproximação inédita entre Caracas e Casa Branca
Delcy Rodríguez – Presidente interina da Venezuela teve, recentemente, seu nome excluído da lista de sancionados do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ato que libera transações financeiras e amplia sua margem de manobra política.
- Em resumo: retirada das sanções consolida poder de Rodríguez e destrava investimentos no petróleo venezuelano.
Reformas-relâmpago convencem Trump e aliviam bloqueio
A suspensão das restrições ocorre menos de três meses depois de Rodríguez substituir Nicolás Maduro, consequência direta da operação militar apoiada por Washington. O alívio veio após uma série de reformas econômicas — incluindo a abertura do setor de hidrocarbonetos ao capital estrangeiro — elogiadas publicamente por Donald Trump, segundo a Reuters.
“Valorizamos a decisão do presidente Donald Trump como um passo na direção da normalização e do fortalecimento das relações entre nossos países”, escreveu Rodríguez em postagem no X.
Petróleo, anistia política e novas alianças estratégicas
Com o desbloqueio, empresas de energia dos EUA e da Europa voltam a sondar campos venezuelanos, setor que chegou a responder por 25% do PIB local antes das sanções de 2019. Além do front econômico, a líder de 56 anos concedeu anistia a opositores e trocou chefias-chave da segurança, tentando atrair o setor privado e reduzir tensões internas.
No curto prazo, analistas apontam que o controle norte-americano sobre a conta que recebe as receitas de exportação seguirá intacto, mas a flexibilização já basta para reposicionar Caracas no mercado global de óleo pesado – nicho em que a OPEP projeta déficit de 600 mil barris/dia em 2026.
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Crédito da imagem: Reuters / Leonardo Fernandez Viloria