Documento da Casa Branca faz alerta sobre concorrência no mercado de pagamentos
Pix – Em relatório publicado recentemente, o governo dos Estados Unidos afirma que o sistema instantâneo brasileiro cria “desvantagem competitiva” para empresas como Visa e Mastercard, levantando dúvidas sobre o papel multifuncional do Banco Central na plataforma.
- Em resumo: Washington vê risco de favorecimento doméstico e pede revisão das regras.
Por que o BC brasileiro entrou na mira de Washington?
O texto alega que o Banco Central atua simultaneamente como criador, operador e regulador do Pix, o que, segundo autoridades norte-americanas, dificultaria a entrada de fornecedores estrangeiros de pagamento eletrônico. Para completar, a adoção obrigatória do sistema por instituições com mais de 500 mil contas intensificaria a pressão sobre os esquemas tradicionais de cartões, de acordo com dados do Canaltech.
“O desenho do Pix confere ao Banco Central posição dominante sobre infraestrutura, governança e inovação, criando assimetrias regulatórias”, frisa o documento encaminhado ao Congresso norte-americano.
Números recordes e expansão internacional ampliam a tensão
Lançado em 2020, o Pix já soma mais de 155 milhões de chaves ativas e respondeu por 35% de todas as transações eletrônicas no Brasil em 2023, segundo o próprio BC. O sucesso inspirou iniciativas parecidas na Colômbia, Índia e na zona do euro, o que preocupa emissores de cartões sobre eventual efeito dominó.
Especialistas lembram que tarifas quase nulas e liquidação em tempo real aumentam a adesão de lojistas, pressionando margens de intercâmbio dos cartões. No médio prazo, Washington teme que bancos de outros países adotem modelo semelhante, reduzindo receitas globais de marcas norte-americanas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil