Substituição na madrugada reforça pressão sobre monitoramento do ex-presidente
Jair Bolsonaro passou por nova checagem de segurança quando, às 00h34, o carregador de sua tornozeleira eletrônica foi substituído sem explicação detalhada, conforme relatório enviado pela Polícia Militar do Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal.
- Em resumo: troca ocorreu de 00h34 a 01h03 e já está sob análise do ministro Alexandre de Moraes.
Troca relâmpago sob olhar atento do STF
O documento, assinado pela policial penal Rita de Cassia Gaio, chegou ao gabinete de Alexandre de Moraes na quarta-feira (1º). A servidora ficou conhecida por ter ingressado na residência de Bolsonaro após a tentativa de romper o lacre do dispositivo com um ferro de solda, episódio confirmado à época pela CNN Brasil.
“O carregador foi substituído entre 00h34 e 01h03 de domingo (29)”, destacou o ofício encaminhado pela PM-DF.
Por que o detalhe técnico preocupa os investigadores?
Manter a bateria da tornozeleira acima de 25% é condição obrigatória da prisão domiciliar de 90 dias imposta ao ex-chefe do Executivo, que cumpre pena definitiva de 27 anos e 3 meses por participação em trama golpista. Falhas no carregamento podem ser interpretadas como descumprimento de medida judicial, resultando em sanções mais duras, inclusive a revogação da prisão domiciliar.
Especialistas lembram que, em casos recentes, alterações não programadas em acessórios de monitoramento levaram à abertura de inquéritos por suspeita de violação de custódia. A jurisprudência indica que a simples troca de componentes sem justificativa técnica costuma gerar diligências para apurar eventual “sabotagem silenciosa” do equipamento.
O que você acha? A troca do carregador sinaliza risco de nova infração ou é mero procedimento de rotina? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil