Decisão mira privacidade e reforça cerco a registros não autorizados
Alexandre de Moraes – ministro do Supremo Tribunal Federal – decidiu recentemente ampliar o perímetro de interdição para drones no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, alegando que o limite de 100 m ainda permitiria capturas em alta definição.
- Em resumo: raio de voo restrito foi expandido para além dos 100 m considerados frágeis pelo magistrado.
Por que 100 m não bastam?
Segundo especialistas ouvidos pelo G1, drones equipados com lentes de longo alcance conseguem registrar rostos e placas a distâncias bem superiores a 100 m, o que sustentou o argumento de Moraes para endurecer a regra.
“Restrição de 100 metros ainda permitiria fotos em alta resolução”, registrou o despacho do ministro.
Contexto: segurança judicial e histórico de tensão
Desde os atos de 8 de janeiro de 2023, a segurança do ex-presidente passou a envolver também decisões judiciais no âmbito do inquérito que apura eventual instigação aos ataques aos Três Poderes. O novo perímetro se soma a restrições já impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para voos não tripulados em áreas urbanas e próximas a autoridades.
O que você acha? Medidas como essa equilibram privacidade e liberdade de operação dos pilotos de drone? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo