Explicação tática do técnico reforça lição de sobrevivência na Série B
Ceará — Mesmo atuando grande parte do jogo com dez jogadores, o Vovô arrancou empate contra a Ponte Preta na última quinta-feira (2) e manteve a invencibilidade na Série B; após a partida, o técnico Mozart revelou o motivo da ausência de Melk e como reconfigurou o time em pleno Moisés Lucarelli.
- Em resumo: desgaste físico de Melk e expulsão de Lucas Lima obrigaram Mozart a reformular o lado direito e garantiram o gol salvador.
Estratégia muda após cartão vermelho decisivo
De acordo com o treinador, Melk havia atuado “80 minutos em um campo difícil” no sábado anterior, o que tornou arriscado escalá-lo novamente em gramado igualmente pesado. A ideia inicial era utilizá-lo no segundo tempo, mas tudo mudou aos 47 do primeiro, quando Lucas Lima recebeu o cartão vermelho. “A expulsão pediu outras características físicas”, justificou Mozart.
“Precisávamos de força pelas beiradas porque a Ponte solta os dois laterais ao mesmo tempo. Sanches, Júlio e Alano entraram e participaram diretamente do gol do empate”, destacou o comandante.
Próximo desafio coloca invencibilidade à prova
O empate levou o Ceará aos dois pontos, mantendo a equipe no bloco intermediário da classificação. O próximo compromisso será já neste sábado (4), às 18h, diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. Além de lidar com a maratona de jogos, Mozart terá de administrar o elenco para evitar novas sobrecargas musculares — algo cada vez mais frequente em calendários apertados da Série B.
Historicamente, quem soma ao menos cinco pontos nas três primeiras rodadas aumenta em 38% a chance de acesso, segundo levantamento do Departamento de Matemática da UFMG. Por isso, o confronto em Cuiabá ganha peso extra para um Ceará que investiu forte em 2026 e sonha com retorno imediato à elite.
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Crédito da imagem: Divulgação / Thiago Gadelha/SVM