Viagem reforça dúvidas sobre laços financeiros e institucionais
Ministro Dias Toffoli – Relatórios de voo obtidos recentemente mostram que, em 4 de julho de 2025, o magistrado embarcou em um jato executivo operado pela Prime Aviation, empresa que teve como sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- Em resumo: Registros oficiais apontam decolagem às 10h10 de Brasília com destino a Marília (SP), de onde seguranças seguiram para o resort Tayayá.
Dados de aviação expõem rota Brasília–Marília
Planilhas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) cruzadas pela imprensa revelam que não havia outros voos privados no horário indicado, reforçando que a aeronave PR-SAD foi a escolhida. A prática de autoridades utilizarem aviões de empresários já motivou críticas de especialistas em compliance, como lembra reportagem da Reuters.
“A Anac registrou a entrada do ministro no terminal executivo às 10h, e o Decea confirmou a decolagem dez minutos depois.”
Estrutura societária do resort amplia debate sobre conflito de interesses
A empresa familiar Maridt, da qual Toffoli permanece sócio, integrou o grupo responsável pelo Tayayá até fevereiro de 2025. Parte das cotas foi vendida para o Fundo Arleen, administrado pela Reag, ligada ao Banco Master — alvo de operação da PF no ano passado. O episódio reacende discussões sobre transparência patrimonial de agentes públicos: levantamento do Instituto Não Aceito Corrupção indica que 27% dos processos disciplinares contra autoridades nos últimos cinco anos envolveram participações societárias não declaradas.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1