Sâmia chama de “absurdo” projeto de Tabata que combate antissemitismo

icone-MPV fundo branco
3 Leitura mínima

Entenda por que a proposta acende alerta sobre liberdade de expressão na Câmara

Tabata Amaral apresentou um projeto de resolução que tipifica manifestações antissemitas no ambiente legislativo, mas a iniciativa foi imediatamente rotulada como “absurda” por Sâmia Bomfim (Psol), que teme possíveis brechas para cercear apoios públicos à causa palestina.

  • Em resumo: Sâmia afirma que o texto pode restringir pronunciamentos pró-Palestina e comprometer a liberdade de debate no plenário.

O que diz o projeto e por que Sâmia se opõe

O texto protocolado por Tabata propõe punições internas aos parlamentares que adotarem discursos ou gestos antissemíticos, definindo parâmetros semelhantes aos já usados para coibir racismo. Em entrevista, Sâmia alegou que a redação é “vaga” e poderia enquadrar críticas legítimas ao governo israelense. Segundo reportagem da G1, a deputada do Psol estuda apresentar emendas para garantir salvaguardas explícitas a manifestações políticas.

“É um absurdo criar uma norma que, na prática, pode silenciar demonstrações de solidariedade à Palestina”, declarou Sâmia Bomfim durante coletiva no Salão Verde.

Contexto: tensão Israel-Palestina reflete no Congresso

Desde os confrontos intensificados em outubro de 2023 entre Israel e Hamas, o tema domina a agenda diplomática brasileira. O Itamaraty chegou a chamar o embaixador israelense para explicações, e o presidente Lula criticou publicamente ações militares em Gaza, lembra a BBC News. No Legislativo, atos de apoio às duas frentes se multiplicaram: enquanto a Frente Parlamentar Israel-Brasil organizou eventos de solidariedade às vítimas israelenses, deputados de esquerda usaram o plenário para exibir bandeiras palestinas.

Analistas apontam que, se aprovado sem ajustes, o projeto de Tabata pode se tornar o primeiro instrumento disciplinar específico sobre antissemitismo na história da Câmara. Especialistas em direito constitucional, porém, alertam para a necessidade de definir com precisão a linha que separa discurso de ódio de crítica política — tema que já rendeu decisões emblemáticas no Supremo Tribunal Federal.

O que você acha? A proposta equilibra proteção contra o ódio ou ameaça a liberdade parlamentar? Para mais detalhes e desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Congresso em Foco





Compartilhe este artigo
Acompanhe:
O MPV (Mostrando pra Você) é o núcleo editorial do portal, responsável pela publicação, curadoria e organização de conteúdos informativos sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. As publicações assinadas pelo MPV incluem notícias gerais, conteúdos automatizados via feeds e materiais baseados em fontes públicas e confiáveis, sempre adaptados para oferecer uma leitura clara, objetiva e atualizada. Nosso compromisso é levar informação de forma acessível, rápida e relevante, com foco especial no Rio Grande do Sul e na cidade de Porto Alegre.