Artemis 2 executa queima orbital histórica de 43s rumo à Lua

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Motor da Orion reposiciona nave e prepara salto translunar

NASA – Na madrugada desta quinta-feira (2), a agência espacial confirmou a primeira grande manobra da missão Artemis 2: 43 segundos de propulsão que elevaram o ponto mais baixo da órbita da cápsula Orion, alinhando a trajetória para a tão aguardada viagem ao redor da Lua.

  • Em resumo: queima orbital de 43 s foi concluída às 8h06 (Brasília), despertando a tripulação ao som de “Sleepyhead”.

Despertar musical e precisão milimétrica

A tradição de acordar astronautas com música se manteve: “Sleepyhead”, da banda Young and Sick, ecoou pelos alto-falantes exatamente às 8h06, horário transmitido pela Band. Minutos depois, controladores confirmaram que o motor principal entregou o impulso planejado, prática essencial para calibrar a rota, segundo detalhou o Canaltech.

“A Orion descreve agora uma órbita alta e estável, condição necessária antes da queima de injeção translunar”, registrou o blog oficial da NASA.

Por que a manobra é decisiva para o retorno humano à Lua

O próximo passo – a queima de injeção translunar (TLI) – deve durar pouco mais de seis minutos. Se for aprovado pelo comitê de gerenciamento ainda hoje, marcará a primeira vez desde Apollo 17, em 1972, que humanos deixam a órbita baixa da Terra. A bem-sucedida Artemis 2 pavimenta o caminho para Artemis 3, missão que pretende pousar astronautas no polo sul lunar antes do fim da década.

Além de restaurar a presença humana no satélite natural, o programa abre uma vitrine tecnológica estratégica: envolvem-se contratos avaliados em mais de US$ 40 bilhões e parcerias com empresas privadas como SpaceX e Boeing, enquanto China e Índia aceleram seus próprios cronogramas lunares. Especialistas apontam que cada correção orbital, por menor que pareça, reduz riscos e custos cumulativos.

O que você acha? A Artemis 2 conseguirá manter o cronograma e inspirar uma nova geração de explorações? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria de Tecnologia.


Crédito da imagem: Divulgação / NASA-Bill Ingalls





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