Fechamento de Ormuz e disparada do petróleo deixam mercados em pânico
Irã – Horas depois de Donald Trump ameaçar “bombardeios até a Idade da Pedra”, Teerã prometeu ataques “devastadores” contra Estados Unidos e Israel, intensificando um conflito que já dura mais de um mês e provocou milhares de mortes em todo o Oriente Médio.
- Em resumo: O Exército iraniano jura retaliar “até a rendição” após a nova fala de Trump.
Trump fala em castigo histórico; mísseis já foram interceptados
Em seu primeiro pronunciamento desde 28 de fevereiro, o presidente americano afirmou que continuará os bombardeios por “duas ou três semanas” se necessário. Minutos depois, Israel declarou ter interceptado projéteis disparados do Irã e do Hezbollah, fato confirmado por reportagem da Reuters.
“O objetivo é humilhar e forçar o arrependimento permanente de nossos inimigos”, respondeu o comando militar iraniano em nota oficial.
Estreito de Ormuz vira peça-chave e pressiona a economia global
A Guarda Revolucionária assegurou que manterá o estratégico Estreito de Ormuz fechado a “inimigos”. Antes da crise, cerca de 20% do petróleo mundial cruzava o canal; agora, a cotação do Brent já supera US$ 108. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) teme um choque de oferta semelhante ao de 1979.
O Reino Unido convocou 40 países para discutir rotas alternativas de navegação, enquanto China e ONU classificam os bombardeios conjuntos de EUA e Israel como violação do direito internacional. De acordo com transmissão exibida pela Band, as explosões também danificaram o Instituto Pasteur de Teerã e intensificaram a presença da Guarda Revolucionária nas ruas.
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Crédito da imagem: Divulgação / AFP