Pressão da ONG amplia debate sobre gastos aéreos do Judiciário
Transparência Internacional Brasil pediu explicações, recentemente, após virem à tona deslocamentos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em jatos executivos pagos com dinheiro público.
- Em resumo: Entidade exige detalhes de custos, rotas e critérios que justificaram o uso de aeronaves privadas.
Ministros usaram jatos sob justificativa de segurança
Os dois magistrados recorreram a aviões fretados em agendas dentro e fora do país. Segundo apuração citada pelo serviço internacional da Reuters, gabinetes alegam protocolos de proteção pós-8 de janeiro para manter o sigilo das rotas.
“A ONG Transparência Internacional cobrou explicações pelo uso de jatos executivos pelos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.” — reprodução da solicitação encaminhada ao Supremo.
Regras de prestação de contas e histórico de polêmicas
Desde 2010, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determina que viagens oficiais sejam publicadas no portal de transparência, com valores e motivos. Cada hora de voo de um jato executivo como o Embraer Legacy pode superar R$ 35 mil, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral. O tema volta à pauta poucos meses depois de questionamentos semelhantes sobre o uso de aviões da Força Aérea por outras autoridades federais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo