Alckmin: defensor da ditadura não deveria concorrer à Presidência

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Vice ressalta contraste entre democracia e autoritarismo às vésperas de 2026

Geraldo Alckmin – Em um café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (3), o vice-presidente afirmou que candidatos que defendem a ditadura “não deviam nem disputar” o Palácio do Planalto, numa alusão direta ao pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

  • Em resumo: Alckmin vinculou a eleição de 2026 a um plebiscito entre “democracia salva” e “autoritarismo”.

“Pesquisa é momento”, diz Alckmin ao comentar vantagem da oposição

Questionado sobre levantamentos que colocam o rival à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, o vice relativizou os números e previu que o confronto efetivo só começará com a propaganda oficial. Em tom didático, lembrou que, na democracia, comparações de gestão “falam mais alto” que sondagens pontuais. A mesma avaliação já havia sido feita por analistas consultados pela agência Reuters.

“Quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acredita no povo, por que disputar?”, questionou o vice-presidente.

Multipartidarismo “exagerado” e disputa interna no campo governista

Alckmin reconheceu que o Brasil, com mais de 30 legendas registradas, facilita o lançamento de múltiplas pré-candidaturas, como a de Ronaldo Caiado (PSD). Segundo ele, a cláusula de barreira deve reduzir gradualmente o número de siglas, melhorando a governabilidade e reduzindo o “custo” de coalizões no Congresso.

A fala ocorre num momento em que o vice deixa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para dedicar-se à campanha que tentará a reeleição de Lula — repetindo a parceria que, em 2022, foi decisiva para ampliar pontes do governo com o centro político.

Em paralelo, o fantasma do regime militar (1964-1985) permanece na pauta. Flávio Bolsonaro, assim como seu pai, costuma exaltar chefes do período, tema que, em pesquisas recentes da Fundação Perseu Abramo, ainda divide o eleitorado. Para especialistas, a antecipação desse debate indica que 2026 poderá repetir a polarização vista nas urnas desde 2018.

O que você acha? A defesa aberta da democracia deve pesar na escolha do eleitor? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Cadu Gomes/VPR

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