Proposta mira famílias endividadas e tenta reaquecer o consumo interno
Governo Lula – Em reunião recente no Palácio do Planalto, a equipe econômica começou a desenhar um novo programa de renegociação de dívidas que, desta vez, trará a garantia direta da União como forma de destravar crédito para milhões de famílias.
- Em resumo: iniciativa será mais simples que o Desenrola e usará aval do Tesouro para atrair bancos.
Garantia pública tenta destravar empréstimos e reduzir juros
A ideia em estudo é criar uma linha de financiamento em que a União cubra parte do risco de inadimplência. A estratégia, já adotada por países como Itália e Espanha durante a pandemia, tende a baixar juros e ampliar o apetite dos bancos, segundo analistas citados pela Reuters.
“Nova modalidade deve ser mais simples do que o Desenrola e contar com garantia da União”, aponta minuta interna do Ministério da Fazenda.
Desenrola serviu de inspiração, mas formato será enxuto
Lançado em 2023, o Desenrola Brasil renegociou R$ 37 bilhões em dívidas e beneficiou aproximadamente 12 milhões de brasileiros. Apesar do sucesso, técnicos avaliaram que o processo de adesão era burocrático. Agora, o objetivo é criar um fluxo digital único, aproveitando dados da Receita Federal, para que o cidadão conclua a renegociação em poucos cliques.
O cenário justifica a pressa: a Confederação Nacional do Comércio estima que 77,7% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro de 2024, nível historicamente alto. Com a nova garantia federal, o governo espera reduzir esse índice e, de quebra, estimular o consumo interno – peça-chave para o PIB crescer acima de 2% este ano, de acordo com projeções oficiais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil