Descoberta subaquática reacende debate sobre memória e turismo em Minas
Lago de Furnas – A recente identificação de uma rua completa a quase 80 metros de profundidade reabriu, de forma contundente, a discussão sobre o patrimônio submerso no Sul de Minas Gerais.
- Em resumo: mergulhadores localizaram casas e uma ponte intactas, alimentando planos de museu e especiais na Record e na Band.
Mergulhos extremos mapeiam a “antiga Barra”
Guiados pelo instrutor Roberto Obvioslo, mergulhadores profissionais vêm catalogando, há cerca de dez anos, vestígios da antiga São José da Barra. A equipe opera em condições que exigem certificação de alta profundidade, uso de misturas gasosas e iluminação de grande potência. Reportagens regionais do G1 indicam que a visibilidade começa a cair a partir dos 15 m, tornando lanternas obrigatórias.
“Não existe mergulho raso aqui. O ponto mais tranquilo já começa nos 40 m”, explica Obvioslo, que acompanhou a construção da usina ainda na infância.
Patrimônio, mídia e potencial econômico
A divulgação das imagens despertou interesse de produtoras: transmissões especiais estão em negociação com Record e Band, reforçando a exposição nacional do lago. Especialistas em turismo da Universidade Federal de Lavras estimam que o fluxo de visitantes possa crescer até 25 % caso o projeto de museu subaquático avance, modelo semelhante ao adotado em Cancún (Museo Subacuático de Arte).
Além do impacto turístico, moradores relembram perdas e ganhos desde o enchimento da represa em 1963. A agricultura local, antes devastada, hoje utiliza técnicas de irrigação que triplicaram a produtividade de milho e café, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento do Lago de Furnas divulgados em 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação / Scubaminas Mergulho