Crise hídrica faz Justiça interditar presídio em Osório

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Decisão põe teto de lotação e multa pesada para conter superlotação

Penitenciária Modulada Estadual de Osório (PMEO) – A unidade do Litoral Norte gaúcho foi oficialmente interditada após a Justiça constatar a ausência de água potável e risco à dignidade dos 1.600 detentos que lá vivem.

  • Em resumo: Juíza proibiu novos ingressos e fixou multa de R$ 30 mil por preso excedente.

Crise de abastecimento expõe falhas estruturais

Relatórios da Defensoria Pública revelam módulos inteiros sem água e reservatórios sem manutenção adequada. Em despacho assinado em 1º de abril, a magistrada Liane Machado dos Santos Caminha Gorini foi enfática: sem solução concreta, não há extensão de vagas. A decisão ecoa alertas previamente enviados ao governo estadual, que havia solicitado a ampliação do teto populacional. Segundo reportagem do G1, a estiagem prolongada já comprometeu sistemas de abastecimento em vários municípios gaúchos.

“À míngua de soluções para um problema de tamanha monta, não há como sustentar a superlotação”, escreveu a juíza, destacando risco direto aos direitos básicos das pessoas privadas de liberdade.

Impacto regional e próximos passos do Estado

Com a interdição, presos que seriam encaminhados à PMEO deverão ser redistribuídos para outras casas prisionais – unidades que, por sua vez, já operam próximas do limite. Especialistas apontam que a decisão pode acelerar projetos de modernização da infraestrutura carcerária, uma vez que a crise hídrica afeta 21% dos presídios do Rio Grande do Sul, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.

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Crédito da imagem: Divulgação / Tribunal de Justiça do RS

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