Veredito do comitê mantém vivo projeto de US$ 400 mi na Casa Branca
Donald Trump — Mesmo sob uma ordem de suspensão emitida por um juiz federal, o projeto de construir um salão de baile na Ala Leste da Casa Branca recebeu, em 2 de abril de 2026, sinal verde da Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC) por 8 votos a 1.
- Em resumo: Comitê aprovou a obra, mas um bloqueio judicial continua impedindo o reinício imediato dos trabalhos.
Placar de 8 a 1 expõe tensão entre política e patrimônio
A deliberação contou com conselheiros indicados pelo próprio Trump, ampliando críticas de que a decisão seria mais política que técnica. De acordo com reportagem da Reuters, arquitetos e especialistas em preservação histórica alertam para possíveis impactos na integridade estética da residência presidencial.
“Fomos incumbidos de analisar o projeto, e este é realmente o nosso trabalho hoje”, justificou o presidente da comissão, Will Scharf, antes de proclamar o resultado.
Custos elevados reacendem debate sobre reformas no endereço mais famoso dos EUA
Orçado em US$ 400 milhões — valor que Trump afirma ser totalmente custeado por doadores privados — o salão abrigaria até 1 000 convidados, eliminando as tendas temporárias usadas em eventos de gala. Caso saia do papel, será a maior intervenção estrutural na Ala Leste desde que a área passou a sediar os escritórios da primeira-dama, em 1902.
Especialistas recordam que reformas expressivas já geraram controvérsia na Casa Branca: Harry Truman precisou realocar toda a família durante uma reconstrução completa nos anos 1950, e Barack Obama enfrentou críticas por modernizar sistemas de climatização. A nova proposta de Trump, portanto, se soma a um longo histórico de ajustes que, embora comuns, frequentemente dividem opinião pública e Congresso.
Enquanto o governo prepara recurso para derrubar a suspensão de duas semanas, analistas preveem que o embate jurídico pode atrasar o cronograma e encarecer ainda mais o empreendimento.
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Crédito da imagem: Elizabeth Frantz / Reuters