Bloqueio agrava tensão energética mundial e acelera disputas diplomáticas
Irã – Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (2), Teerã confirmou que manterá o Estreito de Ormuz fechado a embarcações dos Estados Unidos e de Israel por um período indeterminado, decisão que já desafia a segurança do suprimento global de petróleo.
- Em resumo: Teerã descarta reabrir o corredor por onde passa 20% do petróleo mundial enquanto o conflito iniciado em 28 de fevereiro persistir.
Rota vital sob “pleno controle” da Guarda Revolucionária
A Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC) afirmou que a hidrovia está “sob total vigilância” e rechaçou qualquer negociação — classificando como “encenações ridículas” as tentativas do presidente Donald Trump de forçar a reabertura. Dados da Reuters mostram que cerca de 21 milhões de barris diários cruzam o estreito em períodos normais.
“Não será reaberto aos inimigos desta nação por meio das encenações ridículas do presidente americano”, declarou o comunicado iraniano.
Efeito dominó: pressão internacional e risco de escalada militar
Mais de 40 países pediram à ONU autorização para uso da força a fim de retomar o tráfego, enquanto o Reino Unido acusou o Irã de “manter a economia mundial como refém”. Sem a presença dos EUA, a reunião virtual coordenada por Londres terminou sem acordo, mas com consenso de que não serão aceitas tarifas iranianas sobre a passagem.
Pela primeira vez desde a chamada “guerra dos petroleiros” dos anos 1980, seguradoras marítimas elevam prêmios para a navegação no Golfo, e terminais asiáticos já relatam atrasos superiores a dez dias. A consultoria Lloyd’s List Intelligence contabiliza 23 ataques diretos a embarcações comerciais e 11 mortes de tripulantes desde o início do conflito.
Teerã diz trabalhar em um protocolo conjunto com Omã para o período pós-guerra, mas não detalhou prazos. Especialistas lembram que um bloqueio prolongado pode levar o barril de Brent acima de US$ 120, alimentando inflação global.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters