Alta de casos reacende preocupação com Síndrome Respiratória Aguda Grave
Fiocruz — O novo Boletim InfoGripe, divulgado recentemente, confirma que o vírus influenza A continua ganhando terreno no Brasil, elevando o nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em quatro das cinco regiões do país.
- Em resumo: 27,4% dos testes positivos de SRAG nas últimas semanas foram de influenza A, superando covid-19 e outros vírus.
Índices avançam e superam outros vírus respiratórios
De acordo com o relatório, Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresentam “risco ou alto risco” de crescimento de SRAG. A presença da influenza A entre os óbitos atingiu 36,9% no mesmo período, cenário descrito como “preocupante” por especialistas. Em comparação, o Sars-CoV-2 respondeu por 25,6% das mortes. Esses dados reforçam projeções já publicadas pelo G1 sobre a volta de doenças respiratórias ao centro do debate sanitário brasileiro.
“O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, destaca o boletim da Fiocruz.
Vacinação ganha urgência — e máscaras voltam ao radar
Para conter a curva ascendente, o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Vacinação em 28 de março, mantendo as doses disponíveis até 30 de maio nas Unidades Básicas de Saúde. A orientação é priorizar idosos, crianças, gestantes a partir da 28ª semana, profissionais de saúde e educação, além de pessoas com comorbidades.
A pesquisadora Tatiana Portella recomenda retomar o uso de máscaras de alta eficiência (PFF2 ou N95) em locais fechados e aposta na higiene constante das mãos como barreira adicional. Ela também lembra que gestantes vacinadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) protegem os bebês desde o nascimento, estratégia já adotada em países do hemisfério norte durante o último inverno.
No histórico brasileiro, picos de influenza costumam ocorrer entre o outono e o inverno. Em 2023, segundo o DataSUS, os meses de maio e junho concentraram cerca de 40% das hospitalizações por SRAG. Com o calendário antecipado em 2024, autoridades esperam reduzir internações e aliviar a rede hospitalar antes do clima mais frio.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fiocruz