Ataque à infraestrutura coloca Oriente Médio novamente em alerta máximo
Donald Trump – Na última quinta-feira (2), o ex-presidente dos Estados Unidos voltou a elevar a tensão regional ao declarar, em suas redes, que “pontes serão as próximas, depois usinas de energia” no Irã, caso Teerã não aceite negociar rapidamente.
- Em resumo: Trump divulgou vídeo de bombardeio a uma ponte iraniana e prometeu ampliar os alvos à rede elétrica do país.
Vídeo de bombardeio amplia pressão diplomática
O material compartilhado por Trump exibe colunas de fumaça sobre a ponte B1, que liga Karaj a Teerã, onde a mídia estatal contabiliza oito mortos e 95 feridos. A peça de propaganda foi encarada como sinal de que Washington estaria disposto a repetir ofensivas, segundo análise da agência Reuters.
“Pontes serão as próximas, depois usinas de energia” — escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Míssil de tungstênio e granada de sobrepressão entram em cena
Reportagem do New York Times revelou que o Exército norte-americano utilizou o Míssil de Ataque de Precisão (PrSM), que se fragmenta antes do impacto e espalha esferas de tungstênio, no ataque a uma escola iraniana em 28 de fevereiro. O mesmo arsenal teria sido empregado na estrutura viária mostrada no vídeo. Paralelamente, o Pentágono apresentou a granada M111, primeira nova granada letal desde os anos 1970, capaz de matar por ondas de choque em ambientes fechados.
Especialistas lembram que, historicamente, a infraestrutura energética é considerada “alvo estratégico de alta pressão”. Durante o conflito Irã-Iraque, na década de 1980, cortes de energia paralisaram a produção industrial iraniana por meses. Um ataque coordenado a pontes e usinas poderia, portanto, restringir mobilidade civil e militar, além de frear 15% do PIB do país, estimam analistas de segurança da Universidade de Georgetown.
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Crédito da imagem: Reprodução / Truth Social