Estouro nas comissões reacende debate sobre nova regulação no futebol
FIFA – No balanço anual divulgado recentemente, a entidade revelou que os clubes pagaram US$ 1,37 bilhão em comissões a agentes em 2025, um avanço de 90 % em relação a 2024 e o maior salto percentual da série histórica.
- Em resumo: Empresários abocanham até 15 % por transferência e já custam mais que o faturamento de ligas inteiras.
Comissões já equivalem ao orçamento de ligas tradicionais
Somente a Premier League direcionou £ 460 milhões aos intermediários, segundo a The Football Association. O montante é próximo à receita total da Jupiler Pro League, na Bélgica, e supera a da Premiership escocesa, apontou o GE.
“Estamos vendo pagamentos a agentes que são, eu diria, imorais. Esse dinheiro some do futebol”, criticou Karl-Heinz Rummenigge, ex-presidente do Bayern de Munique, à revista Bild.
Lei Bosman aos 30: balança de poder inclinada
A liberdade contratual instituída pela histórica decisão de 1995 — que no Brasil ganhou forma com a Lei Pelé — reforçou o protagonismo dos empresários. Desde então, salários e transferências dispararam bem acima das receitas: a Deloitte Football Money League mostra que, em média, a folha dos 20 maiores clubes cresceu 12 % ao ano na última década, ritmo insustentável para as receitas de jogos e TV.
A pressão cresceu em 2026, quando ao menos cinco clubes europeus, entre eles Bordeaux e Vitesse, decretaram falência. Dirigentes defendem um teto para honorários e maior transparência, enquanto a UEFA estuda incluir limites no novo Fair Play Financeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images