Entenda por que o susto na tela pode ser benéfico para o cérebro
Estudos científicos apontam recentemente que maratonar produções de horror não é apenas diversão mórbida: há indícios de melhora em quadros de ansiedade e depressão, além da redução de pensamentos negativos.
- Em resumo: O medo fictício age como treino emocional, fortalecendo a resiliência psicológica.
Exposição controlada ao medo vira “simulador emocional”
Segundo pesquisadores citados nos levantamentos, o efeito vem da chamada “regulação afetiva”. Ao saber que o perigo é falso, o espectador testa limites em ambiente seguro e aprende a controlar a resposta de estresse. Estudos parecidos foram destacados pela Rolling Stone, reforçando que o terror cria uma descarga de adrenalina seguida por sensação de alívio, combinação que pode elevar o humor.
“Filmes de horror podem ajudar a aliviar sintomas de ansiedade, depressão e até reduzir pensamentos negativos, funcionando como uma espécie de ‘treino emocional’ para o cérebro.”
Mercado de horror cresce junto com interesse terapêutico
O impacto não se limita à saúde mental. A bilheteria global do gênero ultrapassou US$ 5 bilhões em 2023, segundo dados da Comscore, impulsionada por franquias como “Pânico” e “Invocação do Mal”. Plataformas de streaming também reportam picos de audiência em outubro, mas mantêm catálogos de terror em alta o ano inteiro — reflexo de um público que vê nos sustos uma forma de catarse guiada.
Especialistas em psicologia lembram, contudo, que o recurso não substitui terapia. O horror serve como ferramenta complementar, principalmente para quem já aprecia o gênero. Se o conteúdo desencadear gatilhos, a recomendação é interromper a sessão e buscar acompanhamento profissional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Paramount Pictures