Fundo da AGU libera R$ 200 mi para 13 mil computadores

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Conselho vê risco sistêmico e acelera a renovação tecnológica da advocacia pública

Advocacia-Geral da União (AGU) – No início de março, o Conselho Curador dos Honorários Advocatícios aprovou por unanimidade a aplicação de R$ 200 milhões na compra de 13.448 computadores, movimento descrito como crucial para conter uma “instabilidade crítica” nos sistemas da instituição.

  • Em resumo: montante é 54 vezes maior que solicitação feita um ano atrás.

R$ 200 milhões virão do fundo de honorários

A verba sairá do bônus de sucumbência, mecanismo que remunera advogados públicos quando a União vence ações. Segundo o colegiado, a saúde tecnológica da AGU impacta diretamente a arrecadação de honorários e, por isso, mereceu prioridade. O gasto, entretanto, chamou atenção pelo salto em relação a 2023, quando haviam sido requisitados apenas R$ 5,9 milhões. Especialistas lembram que, em outros órgãos, iniciativas semelhantes de transformação digital ganharam ritmo após incidentes de segurança, como noticiado pelo G1.

“A renovação busca preservar a capacidade institucional de atuação e de arrecadação de honorários”, justificou o conselho na ata da reunião.

Por que a quantidade de PCs supera o número de advogados

Atualmente, existem 5.521 advogados públicos federais ativos nas quatro carreiras da AGU. Mesmo assim, a proposta prevê mais do que o dobro de máquinas. A explicação oficial é a necessidade de cobrir núcleos administrativos, equipes de suporte e postos regionais, bem como a adoção de regime híbrido de trabalho, que exige estações extras para rodízio presencial. O movimento segue tendência da administração pública federal, que desde 2020 vem expandindo a digitalização para reduzir custos de logística e acelerar processos judiciais eletrônicos.

Além dos computadores, a AGU planeja, em fase posterior, investir até R$ 120 milhões adicionais em servidores e licenças de software – parte de um pacote estimado em R$ 320 milhões para modernizar todo o parque tecnológico. A pasta nega qualquer ilegalidade no uso do fundo e diz que a distribuição regular dos honorários aos procuradores será mantida.

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Crédito da imagem: Divulgação / AGU





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