Surpresa merengue: como a nova geração ganha espaço no Bernabéu
Real Madrid – Em menos de três meses, Álvaro Arbeloa quebrou um tabu interno e colocou oito garotos de La Fábrica em campo, mexendo na hierarquia que vinha desde Carlo Ancelotti e Xabi Alonso.
- Em resumo: Pitarch, Yáñez e outros seis estrearam ou ganharam minutos decisivos sob Arbeloa.
Oito estreias em 90 dias mudam o vestiário merengue
Arbeloa recorreu aos jovens quando as lesões deixaram o elenco reduzido a 15 atletas de linha. Na goleada sobre o Elche, eles chegaram a baixar a média de idade do time para 23,7 anos. O meia Thiago Pitarch, de 18 anos, virou titular em jogos de Champions e já ameaça a vaga de nomes como Camavinga. Segundo levantamento da ESPN, é o maior uso de pratas da casa no clube desde 2013.
“Posso morrer tranquilo depois de ver Yáñez e Aguado, que treinei aos 14, atuarem no Bernabéu”, vibrou o técnico após o 4 a 1 sobre o Elche.
Por que a filosofia de Arbeloa difere de Ancelotti e Alonso
Ligado à base desde 2020, o ex-lateral alega que o “vocabulário tático” já é dominado pelos garotos, acelerando a adaptação. O histórico confirma: durante a era Galáctica, o Real investiu € 1,1 bi em contratações na década passada, enquanto liberava talentos como Achraf Hakimi e Fran García para brilhar fora. A guinada atual tenta evitar novas perdas e responde à pressão de rivais; o Barcelona, por exemplo, tem seis atletas de La Masia no time ideal de 2026, o que reduz custos e reforça identidade.
O que você acha? A “Quinta de Pitarch” pode repetir o impacto da lendária Quinta del Buitre ou ficará apenas como solução emergencial? Para mais análises do futebol europeu, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IMAGO