Marcas de oceano emergem em deserto e intrigam cientistas

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Fósseis marinhos expostos indicam reviravolta de 100 milhões de anos na paisagem

Deserto do Saara — Pesquisadores revelam que a vasta região hoje árida no norte da África já esteve coberta por águas oceânicas, e os sinais dessa antiga costa permanecem visíveis, desafiando a imaginação de visitantes e cientistas.

  • Em resumo: Conchas fossilizadas, salinas naturais e até ossos de baleias despontam na areia, provando a presença de um mar pré-histórico.

Ondas petrificadas e esqueletos de baleias à vista

Formações que lembram ondulações de praia endurecidas pelo tempo se espalham por trechos do Saara egípcio, especialmente no Vale das Baleias (Wadi Al-Hitan), classificado como Patrimônio da Humanidade. Segundo reportagem da BBC News, o local abriga mais de 400 fósseis completos de cetáceos que viveram há cerca de 40 milhões de anos.

“Encontrar costelas de baleia a centenas de quilômetros do litoral atual é a prova mais clara de que o Saara já foi fundo de mar”, destaca o geólogo egípcio Mohammed Serry, citado no estudo que acompanha o sítio arqueológico.

Do antigo mar aos alertas climáticos atuais

O registro geológico do Saara ilustra como mudanças no nível dos oceanos e na tectônica de placas podem remodelar continentes inteiros. Para climatologistas, compreender essa transformação ajuda a calibrar modelos que projetam o avanço do aquecimento global e o potencial surgimento de novas áreas áridas ou alagadas em escala planetária.

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Crédito da imagem: Divulgação / O Antagonista

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