China ergue supercomputador de 14.000 PFLOPS sem chips NVIDIA

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Capacidade impressiona, mas ainda é 1% do maior centro dos EUA

Shenzhen – A cidade inaugurou recentemente o maior complexo de computação para inteligência artificial da China, reunindo 14.000 petaflops sustentados por 10.000 aceleradores Huawei Ascend 910C. O feito comprova a força da engenharia local, mas também escancara a diferença que as restrições de exportação dos Estados Unidos criaram no coração da corrida global por IA.

  • Em resumo: Mesmo gigantesco, o cluster chinês entrega só 1% da potência do data center da Amazon em Indiana.

14.000 petaflops: por que o número engana

Em duas fases, Shenzhen chegou aos atuais 14.000 PFLOPS e ostenta 92% de ocupação. Porém, a comparação com os agrupamentos baseados em NVIDIA H100 revela a distância: cada Ascend 910C oferece 800 TFLOPS em FP16, enquanto o H100 bate 989 TFLOPS. Segundo análise citada pelo TechCrunch, a diferença de processo de fabricação (7 nm da SMIC contra 4 nm da TSMC) impacta diretamente eficiência e escala.

“14.000 petaflops correspondem a cerca de 1% da capacidade do maior centro de dados americano em operação hoje, o complexo da Amazon no estado de Indiana.” – Relatório municipal de Shenzhen

Escassez de chips é o verdadeiro gargalo

Energia, engenheiros e capital não faltam na China; o obstáculo está no volume de chips avançados. Desde outubro de 2022, Washington ampliou o embargo a aceleradores de alto desempenho, cortando o acesso da Huawei à tecnologia da NVIDIA e às linhas avançadas da TSMC. O resultado prático: cada sistema CloudMatrix 384, que empilha 384 Ascend 910C, precisa de centenas de wafers que a SMIC ainda não consegue produzir em massa. Enquanto isso, Microsoft, Google e Amazon adicionam milhares de H100 a cada trimestre, ampliando a diferença.

Analistas de mercado projetam que, se a capacidade da SMIC permanecer no ritmo atual, a China levará pelo menos três anos para igualar o poder de fogo que a OpenAI já possuía ao treinar o GPT-4 em 2022. Nesse intervalo, modelos ocidentais podem avançar para arquiteturas de 3 nm, elevando novamente a barreira tecnológica.

O que você acha? O cluster de Shenzhen é um divisor de águas ou sinal de atraso? Deixe sua opinião e acesse nossa editoria de Tecnologia para acompanhar os próximos capítulos.


Crédito da imagem: Divulgação / Shenzhen Municipal Government

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