PM preso por feminicídio mantém quase todo salário na reserva

mostrandopravoce@gmail.com
2 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Transferência para inatividade garante pensão quase integral enquanto processos avançam

Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto – indiciado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana – passou oficialmente para a reserva da Polícia Militar de São Paulo, decisão que lhe assegura 58/60 dos vencimentos, apesar de estar preso preventivamente desde março.

  • Em resumo: mesmo detido, o oficial receberá remuneração quase completa até decisão final da Justiça.

Mudança para a reserva não impede punições disciplinares

A portaria publicada no Diário Oficial na última quinta-feira determina a aposentadoria do oficial, mas a Secretaria da Segurança Pública frisa que o conselho de justificação continua em curso e pode resultar em demissão, perda do posto e da patente, conforme destacou o G1.

“A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva”, informou a SSP em nota oficial.

Histórico do caso e a escalada do feminicídio no Brasil

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro; laudos do IML apontaram agressões incompatíveis com suicídio. O tenente-coronel alegou suicídio, mas o registro foi alterado para morte suspeita e, depois, feminicídio. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 1.437 feminicídios em 2023 – média de uma vítima a cada seis horas –, o maior patamar desde que o crime foi tipificado em 2015. Especialistas alertam que, quando o acusado pertence às forças de segurança, a responsabilização costuma ser mais demorada devido a ritos disciplinares paralelos.

O que você acha? Medidas internas da PM são suficientes para coibir violência de gênero dentro da corporação? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

Compartilhe este artigo