IA acelera descoberta de antibióticos e desafia superbactérias

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Tecnologia reduz anos de pesquisa a poucos dias e mira doenças sem cura

MIT – Pesquisadores do instituto norte-americano usam inteligência artificial para vasculhar bibliotecas químicas gigantescas, encurtando de anos para horas a triagem de moléculas capazes de barrar infecções resistentes e distúrbios neurodegenerativos.

  • Em resumo: Dois compostos já mostraram ação contra gonorreia e SARM, abrindo caminho para novos antibióticos.

Algoritmos caçam moléculas letais para superbactérias

Com a ameaça de a resistência bacteriana causar mais de 8 milhões de mortes anuais até 2050, softwares de machine learning analisam padrões que humanos levariam décadas para notar. A abordagem, detalhada segundo a BBC, permitiu à equipe do professor James Collins isolar em horas duas substâncias com potencial para conter cepas que hoje escapam aos antibióticos de prateleira.

“Passamos de algumas dezenas de testes manuais para bilhões de combinações simuladas em poucos cliques”, avalia Collins sobre o salto de produtividade proporcionado pela IA.

De Parkinson a doenças raras: IA amplia o leque terapêutico

Na Universidade de Cambridge, pesquisadores liderados por Michele Vendruscolo aplicam o mesmo princípio contra o Parkinson, cuja variedade de possíveis fármacos supera o número de átomos do universo. Cinco candidatos já foram identificados para estabilizar proteínas envolvidas na degradação neuronal, reduzindo custos de triagem em até 95%.

Outro uso estratégico é o reposicionamento de fármacos. O médico David Fajgenbaum descobriu que um remédio para transplante renal controlava sua doença de Castleman, caso que motivou a criação da organização Every Cure. Hoje, algoritmos cruzam milhares de drogas já aprovadas contra 17 mil enfermidades, acelerando tratamentos para doenças negligenciadas e barateando o pipeline farmacêutico. Segundo projeção da consultoria GlobalData, o mercado de medicamentos reposicionados deve ultrapassar US$ 35 bilhões até 2028, impulsionado por IA e big data.

Especialistas da Universidade McGill também simulam virtualmente os efeitos de compostos em células pulmonares, mirando a fibrose pulmonar idiopática. Embora ainda dependam de testes clínicos tradicionais para validar segurança e eficácia, as plataformas prometem antecipar falhas tóxicas que costumavam surgir apenas nas fases avançadas – economizando anos e centenas de milhões de dólares.

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Crédito da imagem: Divulgação / R Photography Background/Shutterstock

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