Privatizar o Pix? Plano atribuído a Flávio Bolsonaro agita Brasília

mostrandopravoce@gmail.com
3 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Mudança no sistema pode abrir espaço para tarifas e nova crise com os EUA

Flávio Bolsonaro – A pré-candidatura do senador voltou ao centro do debate depois que a deputada Erika Hilton, em entrevista transmitida pela Band, revelou um suposto projeto para entregar o controle do Pix à iniciativa privada, possibilitando a cobrança de taxas hoje inexistentes.

  • Em resumo: Erika Hilton diz que a proposta “não acaba”, mas transforma o Pix em fonte de lucro para grandes bancos.

Denúncia ocorre em meio à pressão externa sobre o Pix

A revelação chega poucos dias após o Office of the United States Trade Representative (USTR) listar o Pix como “barreira comercial”, sinalizando possíveis sanções contra o Brasil caso o sistema permaneça sob tutela pública. Segundo dados da Reuters, o relatório provisório da Casa Branca ecoa reclamações de bandeiras como Visa e Mastercard, que perderam participação no mercado local.

“Passar o Pix para empresas privadas é o caminho mais rápido para que as taxas apareçam; primeiro para lojistas, depois para todo mundo”, alertou Erika Hilton durante a transmissão.

Por que bancos e operadoras querem o controle?

Desde o lançamento em 2020, o Pix já movimentou mais de R$ 17 trilhões e responde por 39% das transações financeiras do país, segundo o Banco Central. A gratuidade para pessoas físicas reduziu drasticamente o faturamento com DOC, TED e maquininhas, pressionando margens de bancos e adquirentes.

Analistas lembram que a infraestrutura foi custeada com recursos públicos e tem custo operacional baixo; privatizá-la significaria, na prática, entregar um ativo maduro a conglomerados financeiros. Além disso, a movimentação interna coincide com a ofensiva do governo Donald Trump, que acusa o BC de favorecer o Pix em detrimento de players norte-americanos.

Nos bastidores, associações bancárias defendem um “modelo de autogestão” semelhante ao do FGC. Críticos enxergam no discurso um eufemismo para repassar despesas ao usuário final, repetindo a lógica das tarifas de cartão.

O que você acha? A cobrança por transferências digitais é inevitável ou o Pix precisa continuar público? Para acompanhar outras pautas que movimentam o cenário político, visite nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Revista Fórum

Compartilhe este artigo