Morte reacende debate sobre uso da força e câmeras corporais em SP
Polícia Militar — Uma mulher de 37 anos morreu após ser baleada durante intervenção policial em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, em 3 de abril. O disparo, efetuado por um agente do Estado, está sob investigação das polícias Civil e Militar, que já afastaram os envolvidos e recolheram as imagens das câmeras corporais.
- Em resumo: Ação resultou em morte, protesto incendiário e afastamento imediato dos policiais.
Imagens corporais podem definir responsabilização
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o material gravado pelas câmeras será analisado e enviado ao Ministério Público. A transparência desses registros ganhou força desde 2021, quando estudos apontaram queda de 46% na letalidade após a adoção dos equipamentos, segundo levantamento da BBC News.
“Equipes precisaram atuar para a manutenção da ordem pública”, declarou a PM sobre a repressão ao protesto realizado na rua Alexandre Davidenko.
Letalidade policial em alta pressiona governo paulista
Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o estado registrou 228 mortes decorrentes de intervenção policial em 2023, alta de 12% em relação ao ano anterior. Organizações de direitos humanos cobram do Palácio dos Bandeirantes diretrizes mais rígidas de uso progressivo da força e transparência nas investigações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil