Movimento inesperado no tabuleiro político brasileiro
Kátia Abreu – ex-ministra da Agricultura e voz influente do agronegócio – filiou-se recentemente ao Partido dos Trabalhadores (PT), selando uma aliança que pode redesenhar a base de apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Em resumo: Ex-rival passa a integrar a legenda e promete engajamento total na campanha de 2026.
De crítica ferrenha a aliada de primeira hora
A senadora tocantinense construiu carreira em siglas de centro-direita e chegou a se opor abertamente ao PT em votações sensíveis. Em 2015, contudo, integrou o primeiro escalão de Dilma Rousseff e, agora, sela a reconciliação ao declarar, durante o ato de filiação, que caminhará “juntos pela reeleição”. O movimento reforça a ofensiva petista sobre bancadas do campo, tradicionalmente refratárias ao partido, segundo análise do BBC News Brasil.
“Estou aqui para defender o Brasil que produz e, ao mesmo tempo, apoiar as políticas sociais que sempre admirei”, afirmou Kátia Abreu durante a cerimônia em Palmas.
O que muda para o agronegócio e para o Planalto
Abreu comandou o Ministério da Agricultura entre 2015 e 2016 e mantém diálogo próximo com federações rurais. Sua presença no PT pode facilitar pontes com o setor, crucial para destravar pautas ambientais e de crédito agrícola. Em 2023, o agronegócio respondeu por 24,8% do PIB nacional, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A adesão da ex-senadora, portanto, sinaliza esforço do governo para ampliar governabilidade em votações como Reforma Tributária e novo marco de licenciamento ambiental.
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Crédito da imagem: Divulgação / Congresso em Foco