Nos bastidores, decisão do ator expõe o peso financeiro e criativo da franquia
John Lithgow — escalado para viver Alvo Dumbledore na nova série de Harry Potter, que terá transmissão no Brasil pela Band — afirmou recentemente que as declarações consideradas transfóbicas da autora J.K. Rowling foram “distorcidas” e “tiradas de contexto”, levantando novo debate sobre inclusão e a responsabilidade de grandes produções.
- Em resumo: Lithgow diz que ficou na produção porque vê as críticas a Rowling como exageradas e considera o projeto crucial para sua carreira.
Por que o ator decidiu permanecer no elenco
À revista The New Yorker, o vencedor do Emmy explicou que o convite da HBO Max oferecia estabilidade financeira e artística na fase madura da carreira. “Os motivos para entrar nisso foram muito, muito mais fortes que os motivos para protestar”, disse o ator, enfatizando que só depois aceitou que a discussão sobre as falas da escritora ganhara força pública. Segundo um levantamento do UOL Splash, o boicote à autora impacta, mas não freia investimentos bilionários no universo bruxo.
“Eu discordo de muitas coisas, acredito que muitas foram distorcidas e que ela dobrou a aposta por sua conta e risco”, declarou Lithgow.
O debate reacende a relação entre franquia e comunidade trans
As primeiras críticas a J.K. Rowling remontam a 2017 e ganharam força em 2020, quando tweets sobre identidade de gênero geraram reações de fãs, ONGs e atores dos filmes originais. Ainda assim, a escritora seguirá como produtora executiva da adaptação, que cobrirá todos os sete livros ao longo de dez anos de exibição. Analistas apontam que a Warner Bros. Discovery aposta em nostalgia para impulsionar assinaturas globais, enquanto no Brasil a parceria com a Band amplia o alcance em TV aberta.
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Crédito da imagem: Divulgação / HBO